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 Exposição NÓS - de Paulo Roberto Pugialli 

sobre NÓS

 

Ao sotrancar as pinturas, nós exacerbados, os quais inspiram metáforas de sistemas entrópicos que nos rodeiam, tomam do suporte pictórico sua extensão plana, tornando-o fora do conceito padrão de pintura.

Nós é a primeira mostra das recentes ideias desenvolvidas por Pugialli em adição à temática das reflexões expostas durante a série Plurais em 2009, 2010 e 2011, reflexões cujo objeto é o cotidiano. Ela traz argumentos tais como, a lembrar, o da ideia do desleixo para com aqueles que agonizam na medida em que se encontram sufocados por aquilo não-real, mas imposto. Questões como a seguinte os trabalhos colocam:

 

“Nós nos adicionamos nós?”

 

Luz e sombra, em cada obra, imprescindíveis são de não ocorrerem plenas. Formas, figuras e cores, nelas (as pinturas) estão a descrever a relação homem-entorno, acentuadas pelo singular tratamento que deforma, tenciona e narra algo da observação oriunda do instinto humano deste tempo.

Nós nos conta a estória¹ do ser participante e não somente ouvinte. Mas, “se ouço daquilo que ouço ser bom e não o pratico”, semelhante sou ao que contempla seu rosto no espelho: contemplo a mim mesmo e me retiro, e logo me esqueço de como era minha aparência.

 

Elesia Gapu

2013

Inverno

Santa Catarina

 

 

 

¹ estória: mesmo que história

(não obstante haver “histórias”, que de repetidas transformaram-se em verdades absolutas).

 

Em NÓS, as cores são indispensáveis.

Nos trabalhos apresentados pelo artista Paulo Roberto Pugialli, apesar de a maior parte das pessoas não perceberem: cada azul, cada verde, cada vermelho, etc., eles não são iguais. Um dos motivos sacados pelo artista está em ser desenvolvido para ficar, seu trabalho, longe de algo a passar perto do “belo” - belo, somos todos nós. Parece, também, que a coisa “sem ordem” é o barato de seu trabalho. O assunto foco, segundo ele, é a lida com o homem, com o ambiente deste homem – que, por destes “acasos” da vida: somos nós mesmos - aqueles a assistir – isso mesmo: a assistir a exposição NÓS.

 

Por que assistir?

 

A parada verdadeira de uma exposição como esta, é sentar... e assistir. Vê-la transitar à frente de nosso olhar. 

Se você, de maneira rebelde, fizer o oposto: passar o olhar pelos trabalhos, não vai, em primeiro lugar: sacar nada daquilo que está a rolar frente a você. Em segundo lugar: irá estar a perder as tremendas viagens que se desenvolvem através das transparências e traçados elaborados - isto sem falar do trabalho que irá estar exposto no chão.

É isso mesmo: haverá um trabalho que ficará, literalmente, no chão – e a cada dia da exposição, este trabalho irá estar tomando formas diferentes.

 

Nada, no trabalho deste artista, é descanso ou repouso.

Há, sim, sem dúvida alguma: total zelo.

 

Cor, pra ele, é proposição.

A propósito: não somos cor?

 

(Cores, não obstante, que perdidas em meio aos hábitos e práticas vãs).

 

 

P. A. Trados

2014

 

As obras da exposição NÓS tratam das inabilidadees e inadaptalidades frequentemente desenvolvidas por nós, homens; cito:

- casos como o das falsas subversões dos valores os quais valores denominamos são como se fossem números de/em uma adição.

 

Creio ser o tema, um sujeito bastante pertinente para nossa contemporâneidade.

 

Para que me expresso assim?

 

Vejo a arte como para exprimir sobre assuntos, justamente, cotidianos; para um fim reflexivo daqueles que a assistem.

 

Numerosos eventos artísticos têm, minha opinião, sido perdidos por estarem a preocupar-se, de maneira ou outra, por simplesmente apresentarem o “belo” - (mas o belo somos nós!)

 

[digo, mas observo: em NÓS, os trabalhos estão a propor interesse em pensarmos].

 

 

São trabalhos dentro de grandes dimensões.

Uns estarão suspensos, outros encostados em paredes ou em seus cantos.

Algum, “embolado”, exposto no chão.

Porém, todos com nós como nós.

 

São as imagens deles: interessantes.

 

Os nós, em escala ampliada, são elaborados a partir dos nós utilizados por nós no cotidiano.

Alguns dentre estes nós vão estar exibidos em todo o ambiente expositivo.

A síntese de NÓS é um conjunto de trabalhos “alegóricos”, “metafóricos”, e, que buscam igualmente ser como “parábolas”.

 

 

Paulo Roberto Pugialli

2014

 

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